Polícia Civil prende suspeitos de assaltar agência da Caixa Econômica em Bacabal

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Secretário Jefferson Portela, delegado geral Augusto Barros e o superintendente da Seic, Tiago Bardal durante apresentação do trio suspeito de assaltar a agência da Caixa Econômica em Bacabal. Foto: Nilson Figueiredo

Secretário Jefferson Portela, delegado geral Augusto Barros e o superintendente da Seic, Tiago Bardal durante apresentação do trio suspeito de assaltar a agência da Caixa Econômica em Bacabal. Foto: Nilson Figueiredo

Três homens suspeitos de integrar quadrilha interestadual especializada em assalto a bancos foram presos em operação da Polícia Civil. O trio foi detido no aeroporto da cidade de Teresina, no Piauí, quando embarcariam para São Paulo. Segundo as investigações, os presos fazem parte do grupo que assaltou agência da Caixa Econômica Federal, em Bacabal, na última sexta-feira (6), ocasião em que foi levado cerca de R$ 1 milhão. A polícia possui, ainda, informações de que eles seriam integrantes de organização criminosa paulista.

“Temos um sistema de investigações que faz a integração com os serviços de inteligência das forças policiais e também com a Polícia Federal para a elucidação de crimes e coibição de grupos criminosos organizados. O resultado é esse que temos visto, com suspeitos sendo presos e quadrilhas desarticuladas”, ressaltou o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela.

Os detidos foram apresentados em coletiva à imprensa, na manhã desta terça-feira (11), na sede da SSP-MA. Foram presos Mário Júlio de Figueiredo, vulgo ‘Pequeno’, 27 anos, natural de Minas Gerais; e os paulistas Marcos Paulo, o ‘Papel’, 44, e Gilson Cardoso dos Santos, o ‘Gordo’, 36 anos. Com eles foi apreendido um forte armamento que inclui fuzis AK 47, escopetas, uma metralhadora 9 milímetros, carabinas, pistolas ponto 40, revólveres e uma metralhadora antiaérea – arma de uso exclusivo das forças armadas.

“Soubemos que este grupo já estava no município, um mês antes, monitorando toda a movimentação da agência, os horários de chegada e saída dos carros-fortes e articulando para praticar o assalto”, disse o superintendente Estadual de Investigação Criminal (Seic), Tiago Bardal. O grupo possui condenações por formação de quadrilha, tráfico de drogas e sequestro.

A operação que prendeu o trio foi articulada pela Secretaria de Estado da Segurança (SSP-MA), por meio do Departamento de Combate a Crimes Contra Instituições Financeiras (Decrif) da Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic). A operação teve ainda parceria com as polícias do Piauí e Federal.

Nas duas últimas semanas, a ação da Polícia Civil conseguiu prender três grupos que praticavam assalto a banco e impediu o ataque a agência do Banco Bradesco, no município de Bom Jesus das Selvas. “Foi uma ação rápida da equipe que frustrou a ação destes criminosos. Assim, a Polícia Civil vem trabalhando para impedir que estas quadrilhas cometam assaltos”, disse o delegado Tiago Bardal. O grupo faria um grande assalto nesta ação, considerando a apreensão feita pela polícia que incluiu um fuzil 762, munição e bananas de dinamite.

Operações intensificadas

A Polícia Civil está com mais de 10 operações em curso para combate, principalmente, a crimes de homicídio, assaltos a banco, crime organizado e comércio de entorpecentes.

Uma das ações de impacto foi a intercepção do bando de John Lennon, perigoso e conhecido assaltante de banco, quando se preparava para investir contra a agência bancária no município de Grajaú, diz 24 de setembro.

No confronto com a polícia houve troca de tiros e três membros da quadrilha foram mortos, entre eles, o líder, John Lennon da Silva. Ele também era contato de facção criminosa paulista no Maranhão. O grupo agia no Maranhão e estados do Pará, Piauí e São Paulo.

Segundo as investigações, eles já teriam praticado mais de 12 assaltos – em dois destes conseguiram a quantia de R$ 1,5 milhão, dinheiro que teria sido usado para resgate de John Lennon da prisão, em 5 de abril.